quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Alfabetização e Letramento na Educação de Jovens e Adultos

" A alfabetização refere-se à aquisição  da escrita enquanto aprendizagem de habilidades para leitura, escrita e as chamadas práticas de linguagem. Isso é levado a efeito, em geral, por meio do processo de escolarização e, portanto, da instrução formal. A alfabetização pertence, assim, ao âmbito individual.
      (...)
O letramento, por sua vez, focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição da escrita, entre outros casos, procura estudar e descrever o que ocorre nas sociedades quando adotam um sistema de escrita de maneira restrita ou generalizada; procura ainda saber quais práticas psicossociais substituem as práticas "letradas" em sociedades ágrafas. Desse modo, o letramento tem por objetivo investigar não somente quem é alfabetizado, e, nesse sentido, desliga-se de verificar o individual e centraliza-se no social."
                                                    
Tfouni(2002, p.9)
Estudar a Alfabetização e o Letramento na Educação de Jovens e Adultos  é uma proposta para  o meu projeto de pesquisa do Mestrado em Educação Permanente. A EJA é apontada como uma significativa política pública educacional, e está assegurada pela Lei 9394/96, que garante o direito de estudar a qualquer cidadão, sem exclusão de nenhuma faixa etária. Atribuirei uma atenção a esta clientela pesquisando como se dão esses processos dentro do universo de jovens e adultos que, por diversos motivos, não tiveram oportunidade da devida escolarização quando crianças e/ou adolescentes.  

SONETO DE JUVENTUDE

Dessa juventude serei vivente,
A alma eterna da vida, a minha prece,
Que de sonho e conquistas enriquece,
O ontem, o hoje, o amanhã e eternamente.
Quero vivê-la sempre intensamente,
Nos momentos de glória envaidece,
Na inquietação que a vida oferece,
No rosto que traz um sorriso ausente.
Se na rebeldia do inconsciente,
Encontra-se o desejo que estremece,
Amar, lutar, vencer, poder ser gente,
Ser um jovem que luta e não esmorece,
E mesmo que na ânsia se faz carente,
De viver o sonho nunca se esquece.

Dairi José Antônio Duarte Cordeiros – BA